
segunda-feira, 9 de março de 2009
Acabou o casamento? Não assuma a culpa!
Aproveitando o feriadão do carnaval, entre textos e reminiscências, períodos de longas conversas e muita preguiça, procurei descobrir o porquê de casamentos que se supunham etenos acabarem de uma hora para outra. Por que esse negócio de mentir para o padre concordando com o “até que a morte nos separe”? Assim, de repente! Então me peguei descobrindo que não é bem assim. Nenhum casamento termina de uma hora para outra. O fim é construído no dia a dia, geralmente com pequenas coisas, atitudes ou palavras que consideramos insignificantes, mas que têm o efeito de produto corrosivo, que age de forma silenciosa corroendo as bases do relacionamento, derrubando a confiança, acabado com a cumplicidade.
Não importa qual a razão que se alegue para justificar o “de repente”. Ela não é a verdade. Mas independente de qual seja a razão, é preciso atentar que nenhum relacionamento termina por responsabilidade de apenas uma das partes. A outra, por menos que creia ou aceite, e por mais certa e com razão que pensa estar, também contribui. Dessa forma, ao fim de um casamento, o melhor é que ambos os cônjuges façam um balanço equilibrado, juntos ou separadamente, e cada um identifique os próprios "erros" na relação, se não para consertá-los, pelo menos para não repeti-los no futuro. Interessante como as pesquisas e os textos escritos sobre o assunto mostram a semelhança entre os motivos apresentados para a separação. Os homens comumente alegam "incompatibilidade de gênios", enquanto as mulheres não perdoam infidelidade e maus tratos. Quaisquer que sejam as razões que apontem, é bom estar certo de que, aquele cônjuge que se considera vítima, também contribuiu de alguma forma para o fim. Isso se dá porque a relação é a dois, e na convivência diária um age e outro reage, e vice-versa, de modo que os dois acabam sendo vítimas de si mesmos, dos próprios atos, escolhas, pensamentos, palavras...Há divórcios que acontecem por razões inquestionáveis, como violação da integridade física (geralmente as mulheres são as vítimas). Há também casos de separações consensuais, onde os cônjuges concordam amigavelmente pelo fim da relação; e há ainda relacionamentos que chegam ao fim por razões mesquinhas e egoístas, como um dos cônjuges querer o fim do casamento por causa de uma outra pessoa. Separar-se simplesmente para ficar com outra pessoa, não apenas é uma atitude egoísta de quem nunca amou de verdade. É antes de qualquer coisa uma atitude burra! Ninguém jamais conseguirá ser feliz de verdade, se para tanto tiver que fazer a infelicidade de outro. As pessoas não são objetos que trocamos quando nos convém. A história prova que não dura muito e termina de forma bastante desagradável relacionamentos que, para subsistir, tiveram que causar o rompimento de outro. É obvio que existem casos mais raros e mais extremos. Entretanto, boa parte dos divórcios acontece por orgulho das partes ou pelo menos de uma delas. É bom lembrar que quem pensa estar com toda a razão, geralmente é quem toma atitudes equivocadas, e que mais adiante coloca a pessoa numa encruzilhada, em que uma via conduz à humildade e consequente retorno; enquanto a outra exige orgulho elevado para manter a decisão. Mas, seja como for, se a manutenção da relação chega a um nível insuportável, é melhor mesmo a separação, mas que esta aconteça de forma amigável, pois ex-cônjuges não são sinônimos de novos inimigos. Certo mesmo é que ninguém é culpado sozinho, a razão não está apenas de um lado, e principalmente, estar com a razão não é sinônimo de ser feliz.
Importante também é entender que o amor não morre fácil, o que morre é casamento, a instituição. O problema é que a vida anda cheia de ilusões. As pessoas se apegam às vaidades desse mundo, os amigos, as novelas, o computador, o futebol e muitas outras coisas que acabam cegando para a verdadeira realidade. Também é preciso considerar que a parte acusada de ser a culpada (lembram que não existe culpado sozinho?), não deve nunca assumir essa culpa. Ela é recíproca. E muitas vezes quem acha que ganhou, perde mais que quem acha que perdeu. É comum, com o passar do tempo, que a pessoa que se pensou vitoriosa lá atrás, sinta-se o último biscoito do pacote, prestes a desaparecer da mesa do relacionamento. Mas aí já não importa mais, provavelmente o outro não quis esperar. E fez bem!!!
Uma vez me disseram que o relacionamento é como um belo piso de madeira de lei, com um brilhante verniz a espelhar tudo a sua volta, por onde as pessoas podem passar com segurança e felizes. Cada vez que uma das pessoas comete um desagrado ao outro, é um prego que se bate naquele piso. E de repente percebe-se que aquele piso está cheio de pregos, que não impedem que se passe por ele, mas exige que se desvie e se tome cuidado. Um dia eles resolvem ser melhores e fazer agrados um ao outro. E os pregos vão sendo retirados. Todos. O caminho parece livre novamente, mas se olhar bem verá que ficaram os buracos marcando o piso e as farpas que machucam os pés. Aquele piso nunca mais voltará a ser o mesmo. Não há conserto, só pode ser trocado.
Portanto, nunca tenha medo de trocar o piso por onde você passou por anos a fio. Insistir pode significar se machucar ou machucar quem você sempre amou. Não tenha medo de conviver com você mesmo, ou buscar outro amor. Até porque, pode existir felicidade depois que o casamento acaba. Sobre o assunto, é minha opinião formada!
Não importa qual a razão que se alegue para justificar o “de repente”. Ela não é a verdade. Mas independente de qual seja a razão, é preciso atentar que nenhum relacionamento termina por responsabilidade de apenas uma das partes. A outra, por menos que creia ou aceite, e por mais certa e com razão que pensa estar, também contribui. Dessa forma, ao fim de um casamento, o melhor é que ambos os cônjuges façam um balanço equilibrado, juntos ou separadamente, e cada um identifique os próprios "erros" na relação, se não para consertá-los, pelo menos para não repeti-los no futuro. Interessante como as pesquisas e os textos escritos sobre o assunto mostram a semelhança entre os motivos apresentados para a separação. Os homens comumente alegam "incompatibilidade de gênios", enquanto as mulheres não perdoam infidelidade e maus tratos. Quaisquer que sejam as razões que apontem, é bom estar certo de que, aquele cônjuge que se considera vítima, também contribuiu de alguma forma para o fim. Isso se dá porque a relação é a dois, e na convivência diária um age e outro reage, e vice-versa, de modo que os dois acabam sendo vítimas de si mesmos, dos próprios atos, escolhas, pensamentos, palavras...Há divórcios que acontecem por razões inquestionáveis, como violação da integridade física (geralmente as mulheres são as vítimas). Há também casos de separações consensuais, onde os cônjuges concordam amigavelmente pelo fim da relação; e há ainda relacionamentos que chegam ao fim por razões mesquinhas e egoístas, como um dos cônjuges querer o fim do casamento por causa de uma outra pessoa. Separar-se simplesmente para ficar com outra pessoa, não apenas é uma atitude egoísta de quem nunca amou de verdade. É antes de qualquer coisa uma atitude burra! Ninguém jamais conseguirá ser feliz de verdade, se para tanto tiver que fazer a infelicidade de outro. As pessoas não são objetos que trocamos quando nos convém. A história prova que não dura muito e termina de forma bastante desagradável relacionamentos que, para subsistir, tiveram que causar o rompimento de outro. É obvio que existem casos mais raros e mais extremos. Entretanto, boa parte dos divórcios acontece por orgulho das partes ou pelo menos de uma delas. É bom lembrar que quem pensa estar com toda a razão, geralmente é quem toma atitudes equivocadas, e que mais adiante coloca a pessoa numa encruzilhada, em que uma via conduz à humildade e consequente retorno; enquanto a outra exige orgulho elevado para manter a decisão. Mas, seja como for, se a manutenção da relação chega a um nível insuportável, é melhor mesmo a separação, mas que esta aconteça de forma amigável, pois ex-cônjuges não são sinônimos de novos inimigos. Certo mesmo é que ninguém é culpado sozinho, a razão não está apenas de um lado, e principalmente, estar com a razão não é sinônimo de ser feliz.
Importante também é entender que o amor não morre fácil, o que morre é casamento, a instituição. O problema é que a vida anda cheia de ilusões. As pessoas se apegam às vaidades desse mundo, os amigos, as novelas, o computador, o futebol e muitas outras coisas que acabam cegando para a verdadeira realidade. Também é preciso considerar que a parte acusada de ser a culpada (lembram que não existe culpado sozinho?), não deve nunca assumir essa culpa. Ela é recíproca. E muitas vezes quem acha que ganhou, perde mais que quem acha que perdeu. É comum, com o passar do tempo, que a pessoa que se pensou vitoriosa lá atrás, sinta-se o último biscoito do pacote, prestes a desaparecer da mesa do relacionamento. Mas aí já não importa mais, provavelmente o outro não quis esperar. E fez bem!!!
Uma vez me disseram que o relacionamento é como um belo piso de madeira de lei, com um brilhante verniz a espelhar tudo a sua volta, por onde as pessoas podem passar com segurança e felizes. Cada vez que uma das pessoas comete um desagrado ao outro, é um prego que se bate naquele piso. E de repente percebe-se que aquele piso está cheio de pregos, que não impedem que se passe por ele, mas exige que se desvie e se tome cuidado. Um dia eles resolvem ser melhores e fazer agrados um ao outro. E os pregos vão sendo retirados. Todos. O caminho parece livre novamente, mas se olhar bem verá que ficaram os buracos marcando o piso e as farpas que machucam os pés. Aquele piso nunca mais voltará a ser o mesmo. Não há conserto, só pode ser trocado.
Portanto, nunca tenha medo de trocar o piso por onde você passou por anos a fio. Insistir pode significar se machucar ou machucar quem você sempre amou. Não tenha medo de conviver com você mesmo, ou buscar outro amor. Até porque, pode existir felicidade depois que o casamento acaba. Sobre o assunto, é minha opinião formada!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Relacionamentos
Texto de Arnaldo Jabour
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'-
É não deu...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'-
É não deu...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Diabetes e hipertensão, males da modernidade
De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Diabetes, a palavra diabetes mellitus origina-se do grego e do latim: Diabetes (líquido que passa direto por um sifão) Mellitus (mel). Esta expressão pode ser traduzida por “urinar muito e doce”. (SBD, 2008)
Em todo o mundo, cerca de 160 milhões de pessoas têm diabetes. Os estudiosos no assunto acreditam que esse número dobrará nos próximos 25 anos. No Brasil, quase 8% da população entre 30 e 70 anos de idade tem diabetes, ou seja, cerca de 10 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 50% destas pessoas não sabem que estão com diabetes. (Ministério da Saúde, 2001)
O diabetes, segundo definição no site “bdbomdia.com”, do Centro BD de Educação em Diabetes (2008), é uma disfunção causada pela falta de insulina, ou pela diminuição na produção ou ainda pela incapacidade em exercer suas funções, provocando o aumento da glicemia (açúcar no sangue).
O diabetes é uma doença crônica onde o organismo não produz insulina ou não pode usar de maneira adequada o que produz. A insulina é produzida por um órgão chamado pâncreas. Quando a insulina age normalmente, a taxa de glicose (açucar no sangue) diminui e nosso organismo tem a energia necessária para levar uma vida plena e ativa. Nas pessoas com diabetes, esse sistema não funciona bem. Quando se tem diabetes, seu corpo não pode produzir energia a partir dos alimentos que consome. A glicose fica no sangue em vez de passar para as células do organismo. Então, sem insulina, a glicose consumida (doces, frutas, massas) não consegue ser transformada em energia e a pessoa fica com a taxa de glicose no sangue elevada (hiperglicemia). (Zagury, 1999).
No caso do diabetes Tipo I, o pâncreas produz pouquíssima ou não produz nenhuma insulina, necessitando de injeções diariamente. Geralmente são crianças e jovens, sendo que as possíveis causas estão relacionadas com a hereditariedade (familiares com diabetes), vírus que tenha lesionado o pâncreas ou disfunção imunológica (sistema de defesa do corpo pode atacar por erro as células protetoras de insulina). Os sintomas s]ao: Muita fome, muita sede, aumento de urina, perda de peso repentina, cansaço. (SBD, 2008).
Tipo II – No diabetes tipo II, o pâncreas produz insulina, porém insuficiente. O tipo II é a forma mais comum, compondo quase 90% de todos os casos diagnosticados de diabetes. Geralmente são pessoas com mais de 40 anos e obesas necessitando tomar comprimido antidiabéticos orais. Muitos com o passar dos anos de tratamento, necessitarão de injeções de insulina para melhor controle do diabetes. Causas: O diabetes tipo II tem maior probabilidade de manifestar-se com mais de 40 anos, com excesso de peso, com hábitos alimentares deficientes, com antecedentes familiares de diabetes e mulheres que tenham tido diabetes durante a gestação. Sintomas: mal estar, feridas que não cicatrizam, impotência, infeções vaginais repetidas, visão turva. Os sintomas podem desenvolver lentamente, num período prolongado e apresentar diversos níveis de gravidade, podendo ficar anos sem suspeitar, e assim, agravar o seu tratamento. (Centro BD de Educação em Diabetes 2008).
A Hipertensão Arterial (HA) é, sabidamente, uma doença de alta prevalência nacional e mundial. Os valores limítrofes para adultos (acima de 18 anos) hipertensos são definidos pela Pressão Arterial Sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmhg e Pressão Arterial Diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmhg.(Sociedade Brasileira de Hipertensão - SBH, 2008). Em 1998, no Brasil, ocorreram 1.150.000 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de 475 milhões de reais, correspondendo, a aproximadamente 400 milhões de dólares.Ministério da Saúde, 2008)
De acordo com a SBH sua evolução clínica é lenta, possui uma multiplicidade de fatores e, quando não tratada adequadamente, traz graves complicações, temporárias ou permanentes. Representa elevado custo financeiro à sociedade, principalmente por sua ocorrência associada a agravos como doença cerebrovascular, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e renal crônicas, doença vascular de extremidades. Sua característica crônica e silenciosa dificulta a percepção dos sujeitos portadores do problema. Torna-se assim “perversa” por sua invisibilidade, e acaba por comprometer a qualidade de vida. Traz, ainda, como conseqüências, internações e procedimentos técnicos de alta complexidade, levando ao absenteísmo no trabalho, óbitos e aposentadorias precoces, comprometendo a qualidade de vida dos grupos sociais mais vulneráveis.
O Programa de Saúde da Família (PSF), concebido pelo Ministério da Saúde (MS) em 1994, vem se consolidando como eixo reestruturante da atenção básica. A equipe mínima é composta por um médico, um enfermeiro, um a dois auxiliares de enfermagem e seis agentes de saúde, trabalhando 40 horas semanais. Cada unidade básica de saúde atende uma população de até 4.000 pessoas. (Ministério da Saúde, 1996).
Em todo o mundo, cerca de 160 milhões de pessoas têm diabetes. Os estudiosos no assunto acreditam que esse número dobrará nos próximos 25 anos. No Brasil, quase 8% da população entre 30 e 70 anos de idade tem diabetes, ou seja, cerca de 10 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 50% destas pessoas não sabem que estão com diabetes. (Ministério da Saúde, 2001)
O diabetes, segundo definição no site “bdbomdia.com”, do Centro BD de Educação em Diabetes (2008), é uma disfunção causada pela falta de insulina, ou pela diminuição na produção ou ainda pela incapacidade em exercer suas funções, provocando o aumento da glicemia (açúcar no sangue).
O diabetes é uma doença crônica onde o organismo não produz insulina ou não pode usar de maneira adequada o que produz. A insulina é produzida por um órgão chamado pâncreas. Quando a insulina age normalmente, a taxa de glicose (açucar no sangue) diminui e nosso organismo tem a energia necessária para levar uma vida plena e ativa. Nas pessoas com diabetes, esse sistema não funciona bem. Quando se tem diabetes, seu corpo não pode produzir energia a partir dos alimentos que consome. A glicose fica no sangue em vez de passar para as células do organismo. Então, sem insulina, a glicose consumida (doces, frutas, massas) não consegue ser transformada em energia e a pessoa fica com a taxa de glicose no sangue elevada (hiperglicemia). (Zagury, 1999).
No caso do diabetes Tipo I, o pâncreas produz pouquíssima ou não produz nenhuma insulina, necessitando de injeções diariamente. Geralmente são crianças e jovens, sendo que as possíveis causas estão relacionadas com a hereditariedade (familiares com diabetes), vírus que tenha lesionado o pâncreas ou disfunção imunológica (sistema de defesa do corpo pode atacar por erro as células protetoras de insulina). Os sintomas s]ao: Muita fome, muita sede, aumento de urina, perda de peso repentina, cansaço. (SBD, 2008).
Tipo II – No diabetes tipo II, o pâncreas produz insulina, porém insuficiente. O tipo II é a forma mais comum, compondo quase 90% de todos os casos diagnosticados de diabetes. Geralmente são pessoas com mais de 40 anos e obesas necessitando tomar comprimido antidiabéticos orais. Muitos com o passar dos anos de tratamento, necessitarão de injeções de insulina para melhor controle do diabetes. Causas: O diabetes tipo II tem maior probabilidade de manifestar-se com mais de 40 anos, com excesso de peso, com hábitos alimentares deficientes, com antecedentes familiares de diabetes e mulheres que tenham tido diabetes durante a gestação. Sintomas: mal estar, feridas que não cicatrizam, impotência, infeções vaginais repetidas, visão turva. Os sintomas podem desenvolver lentamente, num período prolongado e apresentar diversos níveis de gravidade, podendo ficar anos sem suspeitar, e assim, agravar o seu tratamento. (Centro BD de Educação em Diabetes 2008).
A Hipertensão Arterial (HA) é, sabidamente, uma doença de alta prevalência nacional e mundial. Os valores limítrofes para adultos (acima de 18 anos) hipertensos são definidos pela Pressão Arterial Sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmhg e Pressão Arterial Diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmhg.(Sociedade Brasileira de Hipertensão - SBH, 2008). Em 1998, no Brasil, ocorreram 1.150.000 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de 475 milhões de reais, correspondendo, a aproximadamente 400 milhões de dólares.Ministério da Saúde, 2008)
De acordo com a SBH sua evolução clínica é lenta, possui uma multiplicidade de fatores e, quando não tratada adequadamente, traz graves complicações, temporárias ou permanentes. Representa elevado custo financeiro à sociedade, principalmente por sua ocorrência associada a agravos como doença cerebrovascular, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e renal crônicas, doença vascular de extremidades. Sua característica crônica e silenciosa dificulta a percepção dos sujeitos portadores do problema. Torna-se assim “perversa” por sua invisibilidade, e acaba por comprometer a qualidade de vida. Traz, ainda, como conseqüências, internações e procedimentos técnicos de alta complexidade, levando ao absenteísmo no trabalho, óbitos e aposentadorias precoces, comprometendo a qualidade de vida dos grupos sociais mais vulneráveis.
O Programa de Saúde da Família (PSF), concebido pelo Ministério da Saúde (MS) em 1994, vem se consolidando como eixo reestruturante da atenção básica. A equipe mínima é composta por um médico, um enfermeiro, um a dois auxiliares de enfermagem e seis agentes de saúde, trabalhando 40 horas semanais. Cada unidade básica de saúde atende uma população de até 4.000 pessoas. (Ministério da Saúde, 1996).
Judas é Judas mesmo...
Jesus chama os seus discípulos e apóstolos para uma reunião de emergência, devido ao alto consumo de drogas na Terra. Depois de muito pensar, chegam à conclusão de que a melhor maneira de combater a situação e resolvê-la definitivamente era provar a droga eles mesmos e depois tomar as medidas adequadas. Decide-se que uma comissão de discípulos desça ao mundo e recolha diferentes drogas.Efetua-se a operação secreta e dois dias depois começam a regressar os comissários. Jesus espera à porta do céu, quando chega o primeiro servo:
-Quem é?
-Sou Paulo.
Jesus abre a porta.
-E o que trazes, Paulo?
-Trago haxixe de Marrocos. -
Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Pedro.
Jesus abre a porta.
-E o que trazes, Pedro?
-Trago maconha do Brasil.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?-Sou Tiago.
-E o que trazes, Tiago?
-Trago Lança perfume da Argentina.
-Entra.
-Quem é?
-Sou Marcos.-
E o que trazes, Marcos?
-Trago marijuana da Colômbia.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Mateus.
- E o que trazes, Mateus?
-Trago cocaína da Bolívia. -Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
- Sou João.
Jesus abre a porta e pergunta de novo:
-E tu, o que trazes, João?
-Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou Lucas.
-E o que trazes, Lucas?
-Trago speeds de Amsterdam.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Judas.
Jesus abre a porta.
-E tu, o que trazes, Judas?
- POLICIA FEDERAL!!!TODO MUNDO NA PAREDE, MÃO NA CABEÇA!!! ENCOSTA AÍ CABELUDO!!! A CASA CAIU!!!
-Quem é?
-Sou Paulo.
Jesus abre a porta.
-E o que trazes, Paulo?
-Trago haxixe de Marrocos. -
Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Pedro.
Jesus abre a porta.
-E o que trazes, Pedro?
-Trago maconha do Brasil.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?-Sou Tiago.
-E o que trazes, Tiago?
-Trago Lança perfume da Argentina.
-Entra.
-Quem é?
-Sou Marcos.-
E o que trazes, Marcos?
-Trago marijuana da Colômbia.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Mateus.
- E o que trazes, Mateus?
-Trago cocaína da Bolívia. -Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
- Sou João.
Jesus abre a porta e pergunta de novo:
-E tu, o que trazes, João?
-Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou Lucas.
-E o que trazes, Lucas?
-Trago speeds de Amsterdam.
-Muito bem, filho. Entra.
-Quem é?
-Sou Judas.
Jesus abre a porta.
-E tu, o que trazes, Judas?
- POLICIA FEDERAL!!!TODO MUNDO NA PAREDE, MÃO NA CABEÇA!!! ENCOSTA AÍ CABELUDO!!! A CASA CAIU!!!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Entendendo "O Mundo de Sofia"
Rosana Madjarof
O livro intitulado O Mundo de Sofia é um romance envolvente que, de forma natural e didática, introduz a História da Filosofia dando rápidas pinceladas sobre o seu desenrolar no Ocidente. Levanta as principais questões estudadas pelos pensadores de todos os tempos, vivo exemplo da inquietude humana e da instintiva busca por referenciais de conduta: Deus, o Universo, o Homem, a Sociedade e a História. Sofia Amudsen, personagem central de O Mundo de Sofia, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? Ao escrever de forma nada erudita, com narrativas em estilo romancista, o escritor Jostein Gaarder nos conduz ao fantástico mundo da história da filosofia e o que se apresentava antes como intangível e misterioso se revela diante de nossos olhos como fascinante e indispensável: a filosofia. O autor mostra que, no início, era necessário a utilização do pensamento mitológico para que as pessoas pudessem compreender os processos naturais a sua volta e, ainda hoje, podemos observar características desse pensamento, como, por exemplo, algumas superstições. Logo após a vitória de Atenas, apareceram os chamados filósofos da natureza que começaram refletir o mundo. São também conhecidos como pré-socráticos, e seu principal pensador foi Demócrito, com a sua teoria do átomo. Após o desenvolvimento de tais teorias sobre a natureza do mundo, começaram a aparecer filósofos que se concentraram em descobrir a natureza do homem, sua relação com o mundo e a melhor forma de bem viver com este e consigo próprio, dando origem ao pensamento ético e moral baseado na razão, primórdio para uma feliz e reta vida. O primeiro grande filósofo grego, mundialmente reconhecido foi Sócrates. Sócrates preocupou-se em descobrir e depois ensinar as pessoas que o verdadeiro conhecimento vem de dentro e só este pode lhe fornecer o discernimento necessário para a vida, sendo este só possível através do emprego da maior faculdade do Homem: sua razão. Platão foi o responsável pelo registro do pensamento socrático, realizado através de seus diálogos, preservando a retórica na escrita. Suas principais preocupações giravam em torno daquilo que seria eterno e imutável, a origem de todas as coisas que vemos e como podemos defini-las quando as observamos. Da academia de Platão surgiu o terceiro e último grande filósofo da Antigüidade: Aristóteles. Grande cientista, pesquisador de várias áreas do saber, não só o da filosofia, foi um dos fundadores da pesquisa empírica e da noção de classificação natural de espécie, sendo seus moldes a base do desenvolvimento e separação das ciências como as conhecemos ainda hoje. Já na época de Aristóteles o império grego começara a se desfazer ante o avanço do império macedônio de Alexandre Magno. Filosoficamente, várias ramificações do pensamento socrático e platônico ocuparam seu devido espaço na procura de uma concepção humana de vida. Havia, já no período do Império Romano, que sucedeu o macedônio, dois círculos culturais distintos, o indo-europeu e o semita. Nesta situação de encontro entre tais correntes aparece aquele que foi profetizado pelo povo israelita, o filho de Deus, Jesus de Nazaré. Por sua filosofia também foi morto, como Sócrates. Após sua morte e notícias de sua ressurreição, o apóstolo Paulo disseminou sua filosofia e as revelações bíblicas, formando, em pouco tempo, comunidades cristãs por toda a Europa. Nesse período histórico conturbado e evolutivamente estagnado a Igreja Católica firmou seu poderio moral-ético-religioso. Desta doutrina, portanto, surgiram os principais filósofos da Idade Média. Esta filosofia católica foi uma forma de unir a base indo-européia grega, de Platão e Aristóteles, a teologia do Velho e Novo Testamento. O primeiro a conseguir eficiência em sua tarefa foi Santo Agostinho. Este monge procurou conciliar a teologia cristã ao neoplatonismo. Outro importante filósofo foi Tomás de Aquino, responsável pela conciliação das teorias de Aristóteles com os ensinamentos e cultura bíblicas. O Renascimento foi a realização de uma retomada do humanismo grego, sendo, entretanto, uma de suas principais características o individualismo. Isso ocorreu devido a mudança da concepção da natureza da vida humana e a própria visão deste do mundo e de si mesmo: começou-se a medir o mundo através dos conhecimentos e da experiência real do ser. A partir desta nova visão de mundo, pouco tempo depois surgiram teorias e formas de se viver opostas irreconciliáveis. O século XVII é conhecido como período Barroco, pois as formas não são mais suaves, e sim, opulentas e agressivas, cheias de contrastes, o que exteriorizava as tensões do consciente mundial da época. Em virtude destes acontecimentos nasce René Descartes, responsável pela reunião do pensamento contemporâneo num único e coerente sistema filosófico. Dentre as várias teorias desenvolvidas deve-se destacar além de Descartes, Spinoza, segundo o qual "...Deus não é um manipulador de fantoches...". O otimismo cultural era reinante nesta época, pois todos acreditavam que seria uma questão de tempo para que a irracionalidade não mais desempenha-se uma força tão vital em relação ao Homem, ao mesmo tempo que buscavam uma religião natural − esta religião estaria em contato com a estrutura natural do ser. A última grande época de desenvolvimento humano, que veio logo após o Iluminismo, foi o Romantismo, já que depois apareceram novas teorias e concepções de mundo em campos distintos do conhecimento: Marx na economia, Darwin na biologia, Freud na psicologia. Dentre os filósofos românticos o de maior destaque foi Hegel. Contribui para a concepção de que existem verdades maiores que a razão humana e a filosofia, portanto, não poderia ser desvinculada da época a qual se desenvolveu, tendo então, todo pensamento, um contexto histórico. Desenvolveu a teoria de tese, antítese e síntese, provando sua teoria do dinamismo da razão humana. No mesmo tempo em que de desenvolvia o pensamento de Marx, crescia na Europa uma corrente científica conhecida com Naturalismo, tendo como seu principal representante a figura de Charles Darwin. Darwin propôs a teoria da Evolução das Espécies. Por fim, destacamos como última grande teoria mundial a do Big Bang. Através desta, os astrônomos explicam que a atual expansão do universo deveu-se a uma grande explosão ocorrida em seu centro. Mas, correlacionando-se tais dados com a eterna pergunta "de onde nós viemos?", pode-se fazer um paralelo com as teorias mais antigas, do dia e noite de Brahma no hinduísmo, ou o faça-se a Luz da Bíblia, ou a explosão do centro do Universo, no Big Bang? As idéias humanas giram ciclicamente em torno das mesmas perguntas, mas as respostas, com o passar das eras, são cada vez mais sutis, análogas e abrangentes. A partir desse breve entendimento sobre a obra "O Mundo de Sofia", espero ter contribuído para que meus leitores interessem-se em ler a obra em toda a sua íntegra. Vale a pena!
O livro intitulado O Mundo de Sofia é um romance envolvente que, de forma natural e didática, introduz a História da Filosofia dando rápidas pinceladas sobre o seu desenrolar no Ocidente. Levanta as principais questões estudadas pelos pensadores de todos os tempos, vivo exemplo da inquietude humana e da instintiva busca por referenciais de conduta: Deus, o Universo, o Homem, a Sociedade e a História. Sofia Amudsen, personagem central de O Mundo de Sofia, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? Ao escrever de forma nada erudita, com narrativas em estilo romancista, o escritor Jostein Gaarder nos conduz ao fantástico mundo da história da filosofia e o que se apresentava antes como intangível e misterioso se revela diante de nossos olhos como fascinante e indispensável: a filosofia. O autor mostra que, no início, era necessário a utilização do pensamento mitológico para que as pessoas pudessem compreender os processos naturais a sua volta e, ainda hoje, podemos observar características desse pensamento, como, por exemplo, algumas superstições. Logo após a vitória de Atenas, apareceram os chamados filósofos da natureza que começaram refletir o mundo. São também conhecidos como pré-socráticos, e seu principal pensador foi Demócrito, com a sua teoria do átomo. Após o desenvolvimento de tais teorias sobre a natureza do mundo, começaram a aparecer filósofos que se concentraram em descobrir a natureza do homem, sua relação com o mundo e a melhor forma de bem viver com este e consigo próprio, dando origem ao pensamento ético e moral baseado na razão, primórdio para uma feliz e reta vida. O primeiro grande filósofo grego, mundialmente reconhecido foi Sócrates. Sócrates preocupou-se em descobrir e depois ensinar as pessoas que o verdadeiro conhecimento vem de dentro e só este pode lhe fornecer o discernimento necessário para a vida, sendo este só possível através do emprego da maior faculdade do Homem: sua razão. Platão foi o responsável pelo registro do pensamento socrático, realizado através de seus diálogos, preservando a retórica na escrita. Suas principais preocupações giravam em torno daquilo que seria eterno e imutável, a origem de todas as coisas que vemos e como podemos defini-las quando as observamos. Da academia de Platão surgiu o terceiro e último grande filósofo da Antigüidade: Aristóteles. Grande cientista, pesquisador de várias áreas do saber, não só o da filosofia, foi um dos fundadores da pesquisa empírica e da noção de classificação natural de espécie, sendo seus moldes a base do desenvolvimento e separação das ciências como as conhecemos ainda hoje. Já na época de Aristóteles o império grego começara a se desfazer ante o avanço do império macedônio de Alexandre Magno. Filosoficamente, várias ramificações do pensamento socrático e platônico ocuparam seu devido espaço na procura de uma concepção humana de vida. Havia, já no período do Império Romano, que sucedeu o macedônio, dois círculos culturais distintos, o indo-europeu e o semita. Nesta situação de encontro entre tais correntes aparece aquele que foi profetizado pelo povo israelita, o filho de Deus, Jesus de Nazaré. Por sua filosofia também foi morto, como Sócrates. Após sua morte e notícias de sua ressurreição, o apóstolo Paulo disseminou sua filosofia e as revelações bíblicas, formando, em pouco tempo, comunidades cristãs por toda a Europa. Nesse período histórico conturbado e evolutivamente estagnado a Igreja Católica firmou seu poderio moral-ético-religioso. Desta doutrina, portanto, surgiram os principais filósofos da Idade Média. Esta filosofia católica foi uma forma de unir a base indo-européia grega, de Platão e Aristóteles, a teologia do Velho e Novo Testamento. O primeiro a conseguir eficiência em sua tarefa foi Santo Agostinho. Este monge procurou conciliar a teologia cristã ao neoplatonismo. Outro importante filósofo foi Tomás de Aquino, responsável pela conciliação das teorias de Aristóteles com os ensinamentos e cultura bíblicas. O Renascimento foi a realização de uma retomada do humanismo grego, sendo, entretanto, uma de suas principais características o individualismo. Isso ocorreu devido a mudança da concepção da natureza da vida humana e a própria visão deste do mundo e de si mesmo: começou-se a medir o mundo através dos conhecimentos e da experiência real do ser. A partir desta nova visão de mundo, pouco tempo depois surgiram teorias e formas de se viver opostas irreconciliáveis. O século XVII é conhecido como período Barroco, pois as formas não são mais suaves, e sim, opulentas e agressivas, cheias de contrastes, o que exteriorizava as tensões do consciente mundial da época. Em virtude destes acontecimentos nasce René Descartes, responsável pela reunião do pensamento contemporâneo num único e coerente sistema filosófico. Dentre as várias teorias desenvolvidas deve-se destacar além de Descartes, Spinoza, segundo o qual "...Deus não é um manipulador de fantoches...". O otimismo cultural era reinante nesta época, pois todos acreditavam que seria uma questão de tempo para que a irracionalidade não mais desempenha-se uma força tão vital em relação ao Homem, ao mesmo tempo que buscavam uma religião natural − esta religião estaria em contato com a estrutura natural do ser. A última grande época de desenvolvimento humano, que veio logo após o Iluminismo, foi o Romantismo, já que depois apareceram novas teorias e concepções de mundo em campos distintos do conhecimento: Marx na economia, Darwin na biologia, Freud na psicologia. Dentre os filósofos românticos o de maior destaque foi Hegel. Contribui para a concepção de que existem verdades maiores que a razão humana e a filosofia, portanto, não poderia ser desvinculada da época a qual se desenvolveu, tendo então, todo pensamento, um contexto histórico. Desenvolveu a teoria de tese, antítese e síntese, provando sua teoria do dinamismo da razão humana. No mesmo tempo em que de desenvolvia o pensamento de Marx, crescia na Europa uma corrente científica conhecida com Naturalismo, tendo como seu principal representante a figura de Charles Darwin. Darwin propôs a teoria da Evolução das Espécies. Por fim, destacamos como última grande teoria mundial a do Big Bang. Através desta, os astrônomos explicam que a atual expansão do universo deveu-se a uma grande explosão ocorrida em seu centro. Mas, correlacionando-se tais dados com a eterna pergunta "de onde nós viemos?", pode-se fazer um paralelo com as teorias mais antigas, do dia e noite de Brahma no hinduísmo, ou o faça-se a Luz da Bíblia, ou a explosão do centro do Universo, no Big Bang? As idéias humanas giram ciclicamente em torno das mesmas perguntas, mas as respostas, com o passar das eras, são cada vez mais sutis, análogas e abrangentes. A partir desse breve entendimento sobre a obra "O Mundo de Sofia", espero ter contribuído para que meus leitores interessem-se em ler a obra em toda a sua íntegra. Vale a pena!
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