sábado, 14 de fevereiro de 2009

Diabetes e hipertensão, males da modernidade

De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Diabetes, a palavra diabetes mellitus origina-se do grego e do latim: Diabetes (líquido que passa direto por um sifão) Mellitus (mel). Esta expressão pode ser traduzida por “urinar muito e doce”. (SBD, 2008)
Em todo o mundo, cerca de 160 milhões de pessoas têm diabetes. Os estudiosos no assunto acreditam que esse número dobrará nos próximos 25 anos. No Brasil, quase 8% da população entre 30 e 70 anos de idade tem diabetes, ou seja, cerca de 10 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 50% destas pessoas não sabem que estão com diabetes. (Ministério da Saúde, 2001)
O diabetes, segundo definição no site “bdbomdia.com”, do Centro BD de Educação em Diabetes (2008), é uma disfunção causada pela falta de insulina, ou pela diminuição na produção ou ainda pela incapacidade em exercer suas funções, provocando o aumento da glicemia (açúcar no sangue).
O diabetes é uma doença crônica onde o organismo não produz insulina ou não pode usar de maneira adequada o que produz. A insulina é produzida por um órgão chamado pâncreas. Quando a insulina age normalmente, a taxa de glicose (açucar no sangue) diminui e nosso organismo tem a energia necessária para levar uma vida plena e ativa. Nas pessoas com diabetes, esse sistema não funciona bem. Quando se tem diabetes, seu corpo não pode produzir energia a partir dos alimentos que consome. A glicose fica no sangue em vez de passar para as células do organismo. Então, sem insulina, a glicose consumida (doces, frutas, massas) não consegue ser transformada em energia e a pessoa fica com a taxa de glicose no sangue elevada (hiperglicemia). (Zagury, 1999).
No caso do diabetes Tipo I, o pâncreas produz pouquíssima ou não produz nenhuma insulina, necessitando de injeções diariamente. Geralmente são crianças e jovens, sendo que as possíveis causas estão relacionadas com a hereditariedade (familiares com diabetes), vírus que tenha lesionado o pâncreas ou disfunção imunológica (sistema de defesa do corpo pode atacar por erro as células protetoras de insulina). Os sintomas s]ao: Muita fome, muita sede, aumento de urina, perda de peso repentina, cansaço. (SBD, 2008).
Tipo II – No diabetes tipo II, o pâncreas produz insulina, porém insuficiente. O tipo II é a forma mais comum, compondo quase 90% de todos os casos diagnosticados de diabetes. Geralmente são pessoas com mais de 40 anos e obesas necessitando tomar comprimido antidiabéticos orais. Muitos com o passar dos anos de tratamento, necessitarão de injeções de insulina para melhor controle do diabetes. Causas: O diabetes tipo II tem maior probabilidade de manifestar-se com mais de 40 anos, com excesso de peso, com hábitos alimentares deficientes, com antecedentes familiares de diabetes e mulheres que tenham tido diabetes durante a gestação. Sintomas: mal estar, feridas que não cicatrizam, impotência, infeções vaginais repetidas, visão turva. Os sintomas podem desenvolver lentamente, num período prolongado e apresentar diversos níveis de gravidade, podendo ficar anos sem suspeitar, e assim, agravar o seu tratamento. (Centro BD de Educação em Diabetes 2008).
A Hipertensão Arterial (HA) é, sabidamente, uma doença de alta prevalência nacional e mundial. Os valores limítrofes para adultos (acima de 18 anos) hipertensos são definidos pela Pressão Arterial Sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmhg e Pressão Arterial Diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmhg.(Sociedade Brasileira de Hipertensão - SBH, 2008). Em 1998, no Brasil, ocorreram 1.150.000 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de 475 milhões de reais, correspondendo, a aproximadamente 400 milhões de dólares.Ministério da Saúde, 2008)
De acordo com a SBH sua evolução clínica é lenta, possui uma multiplicidade de fatores e, quando não tratada adequadamente, traz graves complicações, temporárias ou permanentes. Representa elevado custo financeiro à sociedade, principalmente por sua ocorrência associada a agravos como doença cerebrovascular, doença arterial coronária, insuficiência cardíaca e renal crônicas, doença vascular de extremidades. Sua característica crônica e silenciosa dificulta a percepção dos sujeitos portadores do problema. Torna-se assim “perversa” por sua invisibilidade, e acaba por comprometer a qualidade de vida. Traz, ainda, como conseqüências, internações e procedimentos técnicos de alta complexidade, levando ao absenteísmo no trabalho, óbitos e aposentadorias precoces, comprometendo a qualidade de vida dos grupos sociais mais vulneráveis.
O Programa de Saúde da Família (PSF), concebido pelo Ministério da Saúde (MS) em 1994, vem se consolidando como eixo reestruturante da atenção básica. A equipe mínima é composta por um médico, um enfermeiro, um a dois auxiliares de enfermagem e seis agentes de saúde, trabalhando 40 horas semanais. Cada unidade básica de saúde atende uma população de até 4.000 pessoas. (Ministério da Saúde, 1996).